FAIRY TRADITION, MARCOS BAROLLI


18/11/2010


Olá irmãos e irmãs...

Mais uma vez, hoje gostaria de dividir um pouco daquilo que aprendi ao longo dos anos que me dediquei ao estudo da Arte...hoje gostaria de falar um pouco sobre os três selfs da tradição das fadas! Tentei transcrever em diversos rascunhos sobre os três selfs, porem não obtive um resultado satisfatório e claro o suficiente para divulgar aqui; eu mesmo, quando aprendi sobre os selfs, não foi la muito fácil, porque não sou do tipo paciente, que goste e curta meditar e ouvir a voz que vem de dentro... por esse motivo, decidi por divulgar o texto de uma de minhas autoras favoritas da Arte, Starhawk, pois foi através do estudo de seu livro "A Dança Cómica das Feiticeiras" que compreendi e pude acessar os três selfs...

Então peço a todos que hoje me desculpem, mas o texto que se segue, é o mais claro que conheço e que permite que todos possam compreender e então trabalhar os Selfs...boa sorte e bom aprendizado!!!

Marcos

trecho retirado do livro "A dança Cósmica das Feiticeiras - Guia de Rituais à Grande Deusa", de Starhawk, editora Nova Era

" (...)A consciência comum que desperta ve o mundo como sendo fixo; ela focaliza uma coisa de cada vez, isolando-a do entorno, um pouco como ver uma floresta escura com o auxílio de um estreiro raio de luz que ilumina uma só folha ou uma pedra solitária. a consciência extraordinária, a outra modalidade de percepção, é ampla, holistica e indeferenciada, enxerga padrões e relacionamentos no lugar de obejtos fixos. É a modalidade da luz das estrelas: pálida prateada, revelando o jogo de ramos entre laçados e dança das sombras, sentindo caminhos como espaço no todo.

Os aspectos psíquicos da Arte estão relacionados ao despertar da Visão da Luz das Estrelas - como eu gosto de chamá-la - e em treiná-la para que seja um instrumento útil.

(...) A consciência comum é altamente valorizada na arte, mas as bruxas estão cientes de suas limitações. Ela é, em um certo sentido, um padrão através do qual enxergamos o universo, um sistema de classificação culturalmente transmitido. Existem  infinitas maneiras de encarar o mundo; a "outra visão" nos liberta dos limites da nossa cultura.

Em feitiçaria, o " preço da liberdade"é, acima de tudo,  disciplina e responsabilidade. A visão da luz das estrelas é um potencial inerente a cada um de nós, mas muito trabalho é necessário para desenvolvê-la e treiná-la. Po deres e habilidades aduiridos através de uma percepção mais aguçada também devem ser utilizados de maneira responsável; caso contrário, como o anel de Sauron ( em o Senhor dos Anéis, de Tolkien), eles destruirãoos seus possuidores. Aqueles que desejam libertar-se devem também estar dispostos a se afstarem ligeiramente dos ditames da sociedade, se necessário for.

(...) Mas o preço final da liberdade é a disposição de encarar a mais assustadora de todas as coisas - nós mesmos. A visão da luz das estrelas, " outra maneira de ser", é a modalidade de percepção do inconsciente, e não a da mente consciente. As profundezas de nosso ser são todas ensolaradas;para enxergarmos claramente é preciso que estejamos dispostos a dar um mergulho no abismo inerior e escuro, e tomar conhecimento das criaturas que porventura lá encontraremos.

(...)Talvez a maneira mais convincente de apresentar a concepção de self da arte seja a de examinar alguns achados experimentais mais recentes de biólogos e psicólogos.(...) " O hemisfério esquerdo( ligado ao lado direito do corpo) está envolvido, predominantemente, com o pensamento lógico-analítico, em especial em funções verbais e matemáticas. Sua modalidade de operação é basicamente linear. Esse hemisfério aparenta processar informações em sequência". Tal como o raio de luz da lanterna, ele focaliza um assunto de cada vez, excluindo os outros. Ele percebe o mundo como sendo composto de coisas separadas, as quais podemos temer ou desejar e que podem ser manipuladas para se adequarem aos nossos propósitos.

(...) " O hemisferio direito ( associado ao lado esquerdo do corpo) parece especializado para  a mentalização holista. Sua capacidade linguística é bastante limitada. Esse hemisfério é basicamente responsável pela nossa orientação espacial, atividades artísticas, destreza, imagem corporal e reconhecimento de rostos. Ele processa a informação de maneira mais difusa que o hemisfério esquerdo e as suas responsabilidades exigem imediata integração de várias energias ao mesmo tempo". Esta é a visão da luz das estrelas, a qual percebe o universo como uma dança de energia em movimento, que "não postulam duração, um futuro ou um passado, uma causa ou efeito, mas um todo modelar, atemporal."

(...)Na tradição das fadas da feitiçaria, a mente incosciente é chamada de self mais jovem; a mente consciente de self discursivo. Visto que eles funcionam através de diferentes tipos de percepção, a comunicação entre os dois é dificil. É como se falassem línguas diferentes.

É o self mais jovem que diretamente experimenta o mundo, através da percepção holística do hemisfério direito. Sensações, emoções, energias essenciais, memória de imagens, intuição e percepção difusa são funções do self mais jovem. A sua compreensão verbal é limitada;ele se comunica através de imagens, emoções, sensações, sonhos, visões e sintomas físicos. A psicanálise clássica foi desenvolvida a partir das tentativas de interpretar o discurso do self mais jovem. A feitiçaria não só interpreta mas ensina como devemos nos comunicar com o self mais jovem.

O self discursivo organiza as impressões do self mais jovem, nomeia-as e as classifica em sistemas. Como seu nome implica, ele funciona através da consciência analítica e verbal do hemisfério esquerdo. Nele também esta contido o conjunto de normas verbalmente compreendidas que nos estimulam a fazer julgamentos sobre o que é certo e errado. O self discursivo comunica-se através de palavras, conceitos abstratos e números.

Na tradição da fadas , um terceiro self é reconhecido: o Self Profundo ou Self Deus, que não encontra correspondência adequada em nenhum conceito psicológico. o self profundo é o divino dentro de nós, a essência máxima e original, o espírito que existe além do tempo, espaço e matéria. É nosso nivel mais profundo de sabedoria e compaixão e é concebido como masculino e feminino, dois sentidos de consciência unidos como um. Ele é, com frequência, simbolizado como duas espirais unidas ou como o sinal da infinidade, o oito deitado. Na tradição das fadas, é chamado de Dian Y Glas, o Deus Azul. Azul simboliza o espiríto; dizia-se que o self profundo aparecia azul quando psiquicamente visto.

(...) A tradição das fadas ensina que o self profundo esta ligado ao self mais jovem e não diretamente associado ao self discursivo. Felizmente, não é necessário que estejamos quase mortos para percebermos o self profundo, uma vez que tenhamos aprendido o truque da comunicação. Não é a mente consciente, com seus conceitos abstratos, que se comunica com o divino; é a mente inconsciente, o self mais jovem que responde as imagens, desenhos, sensações e percepções. Para nos comunicarmos com o self profundo, a Deusa/Deus Dentro de Nós, recorremos a símbolos, à arte, poesia, mito e aos atos rituais que traduzem conceitos abstratos para uma linguagem do inconsciente."

Bem meus irmãos e irmãs, por hoje eu vou parando por aqui e espero que tenham gostado....

Abraços a todos e ate a próxima!!!!

 

 

Escrito por Marcos Barolli às 12:10 AM
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